Leucemia

Que é leucemia? 

A leucemia é uma doença do sistema produtor de células do sangue (hematopoiético), caracterizada por produção desenfreada e desorganizada de células brancas. Há vários tipos de leucemia, cuja classificação depende de fatores diversos: rapidez do seu desenvolvimento (aguda, subaguda e crônica), contagem de células, tipos de células e grau de maturação das células.

Os vários tipos de leucemia e os seus sintomas

A leucemia aguda apresenta instalação e evolução rápida, e se caracteriza por anemia profunda, hemorragias,­ tendência a infecções e predo­­­­­­minância de células brancas do tipo blasto (imaturas). São as células brancas que defendem o corpo contra infecções, mas no caso da leucemia aguda, elas são inúteis (por causa de sua imaturidade), e por isso o doente contrai facilmente uma infecção, que pode representar sério risco.

Os glóbulos brancos em excesso invadem os tecidos e provocam mau funcionamento dos órgãos, ocasionando alterações diversas, como insuficiência respiratória.

A leucemia crônica desenvolve-se lentamente, dando ao doente expectativa de vida que pode ir de 1 a 20 anos,­­­ ou mais. Instala-se insidiosamente, com poucos sintomas de aviso. Verifica-se a proliferação de células variadas, como granulócitos, linfócitos ou monócitos. Daí vêm as denominações leucemia granulocítica ou mielóide (predominam os tipos celulares da linhagem granulocítica) e leucemia linfo­cítica (predominam as células da série linfocítica).

Como começa a leucemia

De modo geral, a leucemia começa com sensação anormal de cansaço, palidez, inchação de gânglios linfáticos, febre, emagrecimento, perda de apetite, hemorragias nas gengivas e constantes infecções. Mas há muitas doenças que surgem de modo semelhante, o que torna necessário proceder a exames especiais (como o leucograma) para descobrir a origem dos sintomas.

Causas

Os cientistas ainda discutem as causas da leucemia. Trata-se de doença do grupo do câncer, podendo ser desencadeada por agentes cancerí­genos, como radiação atômica, exposição excessiva a raios X, intoxicação por produtos químicos, como benzol e substâncias químicas presentes nos alimentos. Culpam-se também certos agentes virais.

Os naturopatas entendem que nosso­ estilo de vida e dieta são os principais culpados pelo surgimento de doenças malignas. O incessante bom­­­bardeio de substâncias agressoras sobre um organismo fraco produz desorganização das defesas e proliferações malignas.

Relação das doenças com a dieta

Os naturopatas explicam, desde remoto passado, que as doenças se originam no intestino. É ali que acontece a absorção dos nutrientes propulsores da vida. É também ali que ocorre a mais intensa “batalha” do corpo contra os agressores alimentícios, fornecidos por nossa dieta de péssima qualidade, imposta pelos hábitos modernos. Essa teoria é, no mínimo, inusitada. Há alguns anos, o Dr. Kikuo Shishima, da Universidade de Toho (Japão), propôs, com base em seus estudos, que o intestino é também um órgão hemato­poiético (formador de sangue). Sua descoberta, que contraria ensinamentos básicos da hematologia, foi de imediato combatida, à semelhança de Willian Harvey, que propôs um modelo então revolucionário para a circulação do sangue, hoje universalmente aceito. O Dr. Shis­hima demonstrou, por meio de experimentos bioquímicos, que nutrientes elementares, como ácidos graxos, amino­ácidos, carboidratos de cadeia curta, vitaminas, mono e dipeptídios etc., formam arranjos de estruturas complexas nas células da membrana do jejuno e do íleo proximal, dando origem a corpúsculos ainda não bem identificados, que em seguida se converteriam em estruturas semelhantes a células anucleadas. O glóbulo vermelho é exemplo de célula sem núcleo. De acordo com essa pesquisa, nossa alimentação poderia estar ainda mais estreitamente relacionada à formação de sangue do que se imagina, determinando de perto sua qualidade. Se esse modelo é real, nosso hábito alimentar deve assumir ainda maior responsabilidade por doenças como a leucemia. Não nos devemos esquecer de que há dezenas de substâncias potencialmente cancerí­genas em nossa alimentação. Uma dieta predominantemente crudista, acompanhada de mastigação completa, bem orientada, vem ajudando pacientes de leucemia.

Alimentos culpados

Segundo os estudiosos do naturismo alimentar, o excesso de açúcar é um dos principais culpados pela desesta­bilização do metabolismo, pois produz acidificação e perdas minerais, o que ocasionaria perturbações funcionais na produção de elementos figurados do sangue. Deve-se, portanto, preliminarmente, cortar o açúcar refinado e as massas brancas, substituindo-os por cardápio saudável de frutas frescas e cereais integrais.

Pesquisas mostram que adoçantes amplamente usados (especialmente em produtos da linha diet), como os ciclamatos, são suspeitos. Entre outros agentes cancerígenos, destaquemos os hormônios xenobióticos usados para a engorda do gado, como o dietil-estil-bestrol (presente em carnes), o sulfito de sódio, os nitratos e os nitritos (salitre) usados para disfarçar a palidez das carnes e dar cor aos embutidos (salsicha, lingüiça, presunto, salame, mortadela etc.), o benzopireno, produzido pela ação do calor sobre a gordura animal (churrasco, hambúrguer, carne frita etc.).

A presença de contaminantes radio­ativos no leite e em seus derivados é outra causa provável de leucemia.

A dieta moderna é culpada pela maioria das doenças que suportamos como inevitáveis e incuráveis. Diz-se que a leucemia não pode ser evitada. Os naturopatas discordam. Adotando-se dieta saudável, tanto quanto possível, livre de produtos industrializados, carnes e açúcar refinado, será possível, na sua opinião, diminuir o risco não só da leucemia, mas das doenças crônicas e degenerativas de modo geral.

Tratamentos

A Medicina oficial vem aperfeiçoando meios de prolongar a vida e aliviar o desconforto do paciente leucêmico.

A Medicina natural oferece recursos que, sem descartar as providências convencionais, ajudarão de modo notável a melhorar a qualidade de vida do doente.

O tratamento aborda o ser humano in totum, e não apenas as células malignas. É preciso desimpedir os canais da vida e restaurar a energia vital remanescente. Isso se consegue mediante um estilo de vida saudável e a reposição de micronutrientes. Em câncer, você encontrará mais informações.

Sugestões naturais

O paciente de leucemia deve observar rigorosamente a orientação médica. Além das recomendações que você encontrará em câncer, indica-se o suco de vegetais, que deve ser tomado diariamente, observando-se o seguinte esquema:

Num dia, tomar, antes do almoço, um copo de suco de cenoura com salsão.

No outro dia, suco de agrião, couve, aipo, salsa, repolho, chicória, alfafa e hortelã (misturar pelo menos quatro dessas verduras).

Ir alternando os sucos. Preferir sempre vegetais sem agrotóxicos. Lavar muito bem as verduras.

Tomar diariamente clorela, rica em nutrientes (de seis a doze comprimidos de 250mg).

Fazer fricções diárias com água fria, seguidas de fricção com toalha seca, pela manhã. Também sugere-se caminhar sobre a grama molhada pelo orvalho, de manhã, respirando-se profundamente. Isso estimula a circulação, e aumenta o tônus vital do organismo.

Para maiores informações, ver câncer.

Os sucos de vegetais, pelo seu

valor nutritivo, são considerados reforços imunitários.